domingo, 3 de julho de 2011

Artigo publicado no jornal O DIÀRIO DE MARINGÀ (opinião) Atualizado em 25/06/2011 às 02:00

Embora contraditórios e um tanto polêmicos, os cursos a distância existem há muito tempo; historiadores afirmam que a Grécia e a Roma antigas já ensinavam por correspondência. No Brasil, esse tipo de ensino se fortaleceu a partir de 1930, com o surgimento do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC, cujas aulas eram transmitidas via rádio, acompanhadas por material impresso.
Em 1965 foi criada a TV Educativa, e em 1980 o Telecurso 1º e 2º. graus; este último responsável pela formação de mais de 4 milhões de brasileiros.
A partir de 1960 e 1970, o ensino a distância no País e no mundo manteve os materiais impressos como base e incorporou o áudio, o videocassete, as transmissões de rádio e TV, o videotexto, o computador, e atualmente a tecnologia de multimeios.
Em termos de uso dos meios tecnológicos, o ensino a distância está um passo a frente do ensino presencial.
No final da década de 1990, os cursos a distância no Brasil foram regulamentados por decreto presidencial, e assistimos a uma grande proliferação desses cursos principalmente no Ensino Superior, oferecidos tanto por instituições públicas quanto por instituições privadas.
Os cursos superiores poderão ainda ofertar até 20% de sua grade curricular na modalidade a distância, o que é um avanço significativo e um ganho para os estudantes, que poderão aliar a interatividade tecnológica ao ensino e aprendizagem.
Em Maringá, diversas faculdades particulares oferecem esse tipo de ensino, na graduação e pós-graduação. Destacamos a Universidade Estadual de Maringá, instituição pública estadual pioneira nessa modalidade de ensino, que oferta cursos de graduação a distância, cujo ingresso ocorre por meio de vestibular, além de diversos cursos de pós-graduação.
Essa modalidade de ensino, tanto na UEM quanto nas demais instituições particulares, é caracterizada pela comunicação de múltiplas vias, uma modalidade alternativa para superar as barreiras de tempo e espaço, e seus referenciais, preconizados pela Unesco, englobam os quatro pilares da Educação do Século XXI, válidos também para o ensino presencial: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.
Não podemos afirmar que essa modalidade não atinge seus propósitos educacionais como o ensino presencial, já que as prerrogativas preconizadas para ambas as modalidades são as mesmas.
A principal característica do ensino a distância, seja no Ensino Básico, no Profissionalizante, no Ensino Superior ou na Pós-Graduação, é que o aprendiz não fica preso fisicamente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, possibilitando-lhe realizar um autoestudo em tempo diferenciado, o que exige, todavia, muita disciplina e empenho pessoal.
O professor, por sua vez, atua como mediador dos conhecimentos, exigindo uma nova postura diante do ensino. Essa distância física entre aluno e professor seria o fator que, para alguns, tornaria essa modalidade de ensino menos conceituada que a presencial.
Não obstante, o ensino a distância sempre esteve presente na divulgação dos conhecimentos formais ao homem, e os novos avanços tecnológicos atuais permitem a essa modalidade de ensino maior interatividade com as pessoas, constituindo-se em uma alternativa para quem não teve acesso ao ensino presencial, formal.
Frisamos que esse tipo de ensino não é melhor nem pior que o ensino presencial, em que o aluno está fisicamente presente: quem determina o aprendizado, independentemente da modalidade, se presencial, semipresencial ou a distância, é o aluno, por meio de esforço,
dedicação, empenho, e especificamente no caso do EAD, autonomia e muita autodisciplina.
Em outras palavras, quem determina se o ensino e a aprendizagem serão eficientes, em que modalidade estes ocorrerem, são os mediadores desse ensino, as instituições formadoras, os docentes ou instrutores, e particularmente, os aprendizes.


Annie Rose dos Santos
Docente do Departamento de Letras da UEM e doutoranda em Estudos da Linguagem pela UEL
 

terça-feira, 28 de junho de 2011

EDUCAÇÃO ON LINE

De acordo com Iolanda não basta ao cidadão hoje aprender a ler e a escrever textos na linguagem verbal, é necessário que ele aprenda a ler outros meios como: o radio, a TV, o videogame, o programa de multimídia, programas de computador as paginas da www, porém apesar do avanço tecnológico muitas escolas ainda não tem laboratórios que facilitem o acesso dos alunos a esses recursos que são cada vez mais requisitados na vida do ser humano, tanto pessoal como profissional,  sem falar dos professores que não participam de nenhum curso de formação atual, afim de atualizar sua prática pedagógica preparando seus  alunos para o mundo tecnológico, tanto em prol da informação e comunicação quanto para a prática da educação a distância que vem cada vez mais conquistando seu espaço.
            Moram deixa claro sobre a evolução das tendencias da educação online no Brasil que será cada vez mais complexa, o e-learning que é um modelo  de ensino não  presencial suportado por tecnologia, tem crescido muito. As universidades demoraram mais do que as empresas para aceitar e incorporar o e-learning, por tanto academicamente falando esse método foi sendo estendido a alunos reprovados ou que apresentavam mais dificuldades,    depois passou para cursos parcialmente a distancia e agora estão entrando mais firmemente em cursos a distancia principalmente de graduação, especialização e cursos de extensão de curta duração.
            Percebemos que a educação está tendo um grande desenvolvimento, possibilitando soluções pedagógicas adaptadas a cada tipo de aluno, proporcionando uma participação significativa na aprendizagem oferecendo através dos cursos, apresentações multimídia, interação, debate, desenvolvimento conjunto de experiencias, projetos, soluções de problemas com uso intensivo de tecnologias interativas audiovisuais e apoio on-line.
            Por tanto nós professores precisamos estar a par dessa evolução, buscando a pratica e a flexibilidade para trabalhar com as novas metodologias educacionais tecnológicas, afinal o e-learning em breve estará atingindo todos os processos de ensino-aprendizagem em todos os níveis e para todos os publicos.



-Tendências da educação online no Brasil - Mora
-PEDAGOGIA E AS NOVAS TECNOLOGIAS
   Iolanda B. C. Cortelazzo
   Programa de Mestrado em Educação FCHLA

domingo, 8 de maio de 2011

O QUE É EDUCAÇÃO A DISTANCIA?





Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.
  
É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.
  
Na expressão "ensino à distância” a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.
  
A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.
  
  
Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera.

As Características Da Educação A Distância

A educação a distância abre caminhos para uma população que não tem tempo para estudar e que não tem muito dinheiro para investir, pois além de ser mais barato, o aluno não precisa gastar com o deslocamento. A flexibilidade de horários permite que o aluno estude, trabalhe e tenha um bom relacionamento social com a família.
Com os novos cursos que estão surgindo, a tendência é que o ensino a distância se torne ainda mais barato e com isso trará para as faculdades muitos alunos, fazendo assim com que aumente o numero de pessoas qualificadas no mercado de trabalho. No caso da faculdade de pedagogia, além de formar pessoa proporcionando um currículo melhor, ainda formar professores que poderão ensinar outras pessoas e completar esse ciclo de aprendizagem.
Quem opta por uma faculdade a distância tem que se conscientizar que terá que estudar em dobro, para chegar à aula com as duvidas prontas e não perder tempo, porem é mais fácil a adaptação, pois pode se estudar em qualquer lugar, até mesmo no deslocamento diário ao trabalho. As faculdades que trabalham com uma educação que não é presencial, precisa ter muita criatividade e muita tecnologia, para que os alunos se enteressem e aprendam o essencial para poder desenvolver o conhecimento em casa.
  Existem muitas semelhanças entre as faculdades que trabalham com a educação à distância e a presencial, pois em ambas os alunos têm que estudar para conseguir aprender, os conteúdos básicos são os mesmos, apenas com alterações que a faculdade pode optar por fazer, ambas foram criadas para formar bons profissionais e estão dentro da legislação.
A educação a distância pode formar pessoas capacitadas para uma determinada área, como a presencial, porem o aluno não vai precisar ficar em sala de aula para aprender, com isso ele terá um bom desenvolvimento critico, pois terá que avaliar o seu próprio rendimento e medir o quanto deverá estudar. É certo que não existe pressão para que ele estude, mas a vantagem é que se ele não estudar não vai conseguir terminar a faculdade. A educação a distância é a educação do futuro, com ela as pessoas não terão que abandonar o que gostam para estudar.

domingo, 24 de abril de 2011

Conhecendo a EAD

A educação a distância, em sua forma embrionária e empírica, é conhecida desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. Ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.

Gerações

O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época.
Primeira geração: Ensino por correspondência, caracterizada pelo material impresso iniciada no século XIX. Nesta modalidade, por exemplo, destaca-se no Brasil o Instituto Universal Brasileiro atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa, no país;

Segunda geração: Teleducação/Telecursos, com o recurso aos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola, em Portugal, e o Projeto Minerva, no Brasil;

Terceira geração: Ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazenadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações da World Wide Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do século XXI. Hoje os meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, weblogs, espaços wiki, plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.